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:: Quarta-feira, Dezembro 01, 2004 ::
Todo mundo tem o seu lado direito
Pode ser de lado, de frente, de rebarba ou de relance. Não importa. Não importa o lado. Olha pra lá, olha pra cá, olha por aqui ou olha por lá. Tu te senta desse lado, mas queria tá do outro. Prefere olhar pela direita porque te sente melhor. Ou olha pela esquerda porque já é de costume. Anda pela esquerda quando caminha. Ou atravessa a rua. Quando dirige, anda na lei. Com ela, anda pelo lado direito. Primeiro pra proteger do movimento e dos carros, depois pra proteger do olho gordo. É assim, mas ninguém sabe. Prefere beijar pela esquerda, porque pela direita, não fica legal, não encaixa legal. Quando deita, prefere dormir do lado direito, porque do outro, não se sente bem. Não pega no sono. Ou dorme nos dois, jogado, atravessado. Porque todo mundo tem o seu lado direito...
:: 11:44 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Terça-feira, Novembro 30, 2004 ::
"A água do rio flui sempre, sem cessar. Flui rápida, não pára um só instante e se vai. Seu murmúrio evoca em mim o eco do tempo.
A água do tempo brilha no leito do Universo, sempre correndo, fluindo. Pedras, árvores, casas e cidades também fluem vagarosamente nesta correnteza, assim como os seres. Tudo isso pode parecer imutável, mas na verdade essa idéia não passa de uma ilusão.
Apenas nós, seres humanos, acreditamos erroneamente que tudo é imutável. Esforçamo-nos para não sermos levados pela correnteza e lamentamos por tudo que se vai. No entanto, mesmo sofrendo e desdobrando-nos, caindo sete vezes e nos levantando oito, não há como parar o fluir, que envolve também nossa dor e nossa luta.
Ao invés disso, é melhor ver as coisas como são e nos juntarmos a essa correnteza, com suavidade. Apenas assim poderemos encontrar prazer na fugacidade das coisas, uma vez que é justamente essa fugacidade que tece as mais diversas figuras na tapeçaria da vida.
Se escutarmos o rio sem atenção, a água que corre parece ter um ritmo constante e ininterrupto. Entretanto, nenhuma gota d'água passa duas vezes sobre a mesma pedra. Não é nunca a mesma gota que forma o leito do rio ou o murmúrio da correnteza. A imutabilidade é apenas uma ilusão dos olhos e dos ouvidos humanos. Uma vez que tenha passado, a água não corre nunca mais no mesmo ponto do rio.
A vida humana não é diferente. Acreditar que ontem é igual a hoje é resultado de nossa ignorância e insensibilidade. Não nossas mentes e nossos olhos deludidos que vêem o passado igual ao presente. Os olhos iluminados vêem claramente a imagem das coisas em eterno movimento e reconhecem que um instante é diferente de qualquer outro."
Shundo Aoyama Rôshi
:: 8:34 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Domingo, Novembro 28, 2004 ::
"...fui lá na praia pra buscar
um lindo presente pra te dar
fui lá na praia pra buscar
um colar de conchas do mar..."
:: 8:01 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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